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Artist
Ary Morais
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Influence: African
Genre: music
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Num compasso de espera, antes de subir ao palco do B.Leza, na sexta-feira, 12, e enquanto a sala se compunha, Ary Morais, o cantor da ilha das Dunas nascido em Stancha de Bóxe, e a viver desde 1995 em Oslo, Noruega, sentou-se à conversa com o  asemanaonline . Fala da sua relação com Cabo Verde e da ilha natal, a Boa Vista. Como analisas o actual momento da tua carreira? A minha carreira vai bem. Ganhou alento com este meu novo trabalho – “Sonho cabo-verdiano” – que depois do lançamento na Noruega, na Boa Vista e no Sal, chega esta noite a Lisboa com esta minha actuação. É, também, a minha estreia no B.Leza. Tenciono, num futuro muito breve, ir às ilhas de Santiago e São Vicente promovê-lo ainda mais. Entretanto, para a semana, estarei no Uganda num festival de música africana. É mais um país onde deixarei um cheirinho deste meu sonho. Que inovações introduziste no “Sonho cabo-verdiano”? Considero este meu último trabalho diferente dos dois anteriores. Acho que as letras têm outra maturidade. Os arranjos tiveram o contributo de músicos cabo-verdianos e noruegueses no sentido de ir ao encontro daquilo que a nossa música representa no mundo. A música vai bem em Cabo Verde? Em Cabo Verde temos bons músicos, compositores e intérpretes. É pena que muitos bons artistas fiquem pelo caminho por falta de meios e de promoção. Somos um país territorialmente pequeno, mas com uma representação grande no mundo da música. Tenho visto o quanto gostam da nossa música, mesmo nos casos em que não percebem o conteúdo das letras. Mas o ritmo e o sentimento chegam ao coração das pessoas. Noto isso na Noruega, país onde já cantei de norte a sul. E o teu papel de promotor de cultura? Este ano organizei o Festival da Lusofonia em Oslo. A minha intenção era que fosse um evento de dois dias mas os patrocínios não permitiram esse alargamento. Para o ano é minha intenção recorrer a outros fundos e ser, então, de dois dias. Porque gosto que os “cachets” estejam assegurados e que não dependam da venda dos ingressos. Tentarei apoios junto do Conselho de Artes na Noruega, entre outros. Quantos cabo-verdianos vivem na Noruega? E como vivem? Existe alguma associação cabo-verdiana? Calculo que a nossa comunidade na Noruega tenha, por alto, umas 500 ou 600 pessoas. Fomos pioneiros enquanto emigrantes naquele país nórdico. Começamos como marinheiros. Depois,com a queda da marinha mercante fixámo-nos em terra com as famílias. Temos tendência de viver como os noruegueses. O clima, a cultura, tudo isso nos condiciona um pouco nesse sentido. Já tivemos, em tempos, duas associações que deixaram de existir por divergências entre os associados. Há cerca de quatro anos tive a ideia voltar a criar uma. Contudo, não tive apoio dos demais e desisti da ideia. As feridas continuam abertas. Desta iniciativa conseguimos um fundo que será destinado às crianças do Jardim SOS na Praia. A Boa Vista saltou para as bocas do mundo com o surto turístico. Que visão actual tens da tua terra? A Boa Vista mudou. Está no bom caminho do desenvolvimento. No entanto, me parece que as mentalidades não estão preparadas para isso. O desenvolvimento deve ser global. Se umas coisas se desenvolvem e outras não, ficam comprometidas. Para mim, a mudança de mentalidades é fundamental porque vai proporcionar outras essenciais. Qual é a tua relação com a Câmara Municipal da Boavista, como entidade cultural? Guardo uma certa mágoa da actual equipa camarária. Gosto muito da minha terra. Sou boavistense. Contudo, a Câmara da Boa Vista, culturalmente, fechou-me as portas. Nunca lhes pedi apoio para a produção dos meus trabalhos. Embora saiba que o dão a outros artistas. Organizam festivais e festas de romaria e nunca o meu nome figura. Houve um tempo em que me prometeram muita chuva. Na volta, só me deram ventania. Mas que houvesse diálogo, pelo menos. Tenho esperança de que a mudança dos actuais responsáveis autárquicos traga outro tipo de entendimento. Só queria ser bem recebido. Como acontece, por exemplo, com a Câmara de São Filipe, a quem agradeço. Que haja diálogo para que se as coisas se componham. Quando for altura de dar a minha opinião falarei com desassombro e verdade. Parece-me que esta forma de estar não agrada a certos políticos. E, também aqui, volto à questão da mentalidade que precisa de ser desenvolvida. Capacidade de aceitação do olhar do outro é preciso. Deixar da atitude de quem não comunga da nossa opinião é um inimigo. http://asemana.sapo.cv/spip.php?article102997&ak=1 more
Warme Töne und Rhythmus mit Ary Morais erleben Ary Morais. Foto: Litteraturhuset   Die Musik der Kapverdischen Inseln erlangte weltweite Bekanntheit durch die barfüßige Diva Cesaria Evora. Zahlreiche junge Talente treten seither in ihre Fußstapfen. Eins von diesen ist Ary Morais, der seit 15 Jahren in Norwegen lebt. Diesen Sommer spielt er mit seiner Band auf drei Festivals zum Thema Afrika in Deutschland. Ary Morais macht  eine schwungvolle, tanzbare Musik - eine Mischung aus Tradition und Moderne. Auf den Kapverdischen Inseln brachte es Ary Morais bereits zu einem beachtlichen Erfolg und wurde der erklärte Liebling der TV-Kultursendung „Stars of the Night“. 1995 entschloss sich der Künstler, neue Herausforderungen anzunehmen und emigrierte nach Norwegen. Hier entstand die faszinierende Fusion aus heimischer Folklore und moderner Tanzmusik. Unter Mitarbeit zahlreicher kapverdischer Musiker der Diaspora, entstand 1999 sein erstes Album, Ka Bo Bayembora“, das in Skandinavien die Tanzflächen der Clubs und Radiostationen eroberte. Seither ist Ary Morais aus der Weltmusik-Szene Norwegens nicht mehr wegzudenken. http://www.norwegen.no/News_and_events/culture/Festival/Warme-Tone-und-Rhythmus-mit-Ary-Morais-erleben/#.VFKpssJ5NCY more
Ary Morais & Band @ Transfolk 2012 Den lille idylliske øya Kapp Verde har i musikalsk sammenheng vært mest kjent i Norge for barfotdivaen Cesaria Evora. Norsk basert gitarist, låtskriver og sanger Ary Morais spiller også sin del i å dele det sensuelle, melankolsk kappverdisk resonans med resten av verden. Han kommer fra en av de rikeste nasjonene for Lusofone litteratur i Afrika, Ary Morais vokste opp rundt musikk og poesi. Han var 15 år gammel da han først gikk på scenen på Festival Praia da Cruz i 1990 på hans opprinnelige øya Boa Vista. Etter hans lidenskap for musikk, bodde han på Sao Vicente øya og begynte å tjene berømmelse og beryktet fra sin deltagelse i kulturelle aktiviteter. I løpet av denne tiden ble musikken hans hørt jevnlig på kappverdisk National Radio. Ary emigrerte fra Kapp Verde til Norge i 1995. I 1999 ga han ut sitt debut album Ka Bo Bayembora og snart begynte han å opptre mye rundt i Europa. Ary sier hans avreise til Norge brakte en rekke utfordringer som musiker. Hans siste album Abraco tradicional som er utgitt i 2008 er en blanding av det tradisjonelle og det moderne musikk fra Kapp Verde. Musikken er autentisk, fengende, dansbar og emosjonell, og full av tropisk varme og glede. Akkompagnert av høyt respekterte musikere fra Kapp Verde i diaspora, kan du sikkert regne med å danse på hans live performance som Ary Morais & Band inviterer deg til å oppleve i Trondheim 18 Februar 2012. http://www.myspace.com/arymorais   http://www.dokkhuset.no/konsert.asp?KonsertID=1069     MAP   Dokkhuset Scene, Dokkparken 4, Trondheim, Norway http://allevents.in/trondheim/konsert-med-ary-morais-i-trondheim-18-februar/209524419142744 more
Ary Morais & Band (N/Cabo Verde)   Samstag, 12. Mai, Abschlussnachmittag, St. Spiritus, 15:00 Abschlussfest I mit Nordic Wedding Music und der Ary Morais Band Eintritt: 8/5; zusammen mit Abschlussfest II 16/10; Kinder bis 12 Jahre frei! Ary Morais ist in Nordeuropa der wohl wichtigste Vertreter der kapverdischen Musik, die seit gut über 10 Jahren dank des Erfolgs von Cesária Évora auch unsere Gefilde verzaubert. Mit ihrer “Sodade” ist diese Musik sehnsuchtsvoll-melancholisch wie der portugiesische Fado und gleichzeitig mit ihrer tropischen Leichtfüßigkeit tänzerisch wie der brasilianische Samba. Die 5-köpfige Band garantiert Sonnenschein beim Abschlussfest des Nordischen Klangs – egal ob drinnen oder draußen. http://nordischerklang.de/?p=549 more
PHOTOS
 
About
Ary Morais (b. 1974) is a guitarist, singer and songwriter from Cape Verde with a strong connection to Norway since 1995. He is one of the most popular artists in Norway within the world music genre, with his modern version of traditional music styles from his native country such as Coladera, Morna, Batuque and Funana. Morais released his debut album "Ka Bo Bayembora" in 1999, and with the re... more
Influence
African
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